sábado, 4 de agosto de 2012

O humor...

Não me considero engraçado por mais que as pessoas deem risadas das coisas que eu falo, volta e meia falo algo e as pessoas riem do que eu disse. Claro que eu gosto dessa situação na maioria das vezes. A prova que não me considero engraçado é que não sou de contar piadas e quando eu tento a piada quase nunca causa risadas.

Mas vejo de um tempo para a cá uma necessidade das pessoas serem engraçadas. Eu acho legal isso, causar um sorriso, uma risada é sempre gratificante. Quando vou aos domingos ver minha Vó Iza que esta muito mal, prendo o ar e solto um sorriso para ela e volta e meia eu solto uma gracinha que ela responde sempre com um sorriso. Saindo do quarto eu e a minha esposa ficamos conversando com quem esta lá, na grande maioria das vezes, amenidades. Objetivo disso tudo? Somente distrair as pessoas neste momento difícil da família.

Que alias, a gente tem uma máxima:

Somos feios, mas gente boa. E tivemos sorte de saber disso cedo ai a gente tem alternativas para pegar mulher.

Quando a gente fala isso para Vó Iza ela sempre sorriu/sorri.

O humor é uma arma e como toda arma ela pode ser usada para o seu fim, que é distrair, amenizar, fazer pensar. Mas o humor também pode sim: ofender, subjulgar, humilhar.

O grande Ary Toledo e suas mais de 600 piadas memorizadas deu uma entrevista no UOL dizendo:

“Dizer que não existe limite para o humor é mentira. O limite existe não só no humor, mas em todos os segmentos da sociedade. Existe uma fronteira e se você ultrapassa, cai no ridículo, na agressão. Alguns ultrapassam esse limite sem ter consciência. É como criança que cai e se machuca e não sabia que aquilo era perigoso.”

E a reportagem continua:

Em mais de 50 anos de carreira, Ary diz que já desenvolveu seu próprio limite e disse que até corta partes do show quando sente que o conteúdo está agressivo. Segundo ele, não importa o estilo do humorista, todas as apresentações têm que conduzir o espectador a uma sentença final: o riso. “Eu acho uma sacanagem tirar o espectador de casa, levar para o teatro e começar a agredir. Ou então fazer um espetáculo enigmático que a pessoa só vai entender quando chegar em casa. Eu não gosto desse tipo de humor”, disse ele.

Lendo isso pensei se quer fazer humor tem que ter a sensibilidade de saber como ela vai ser recebida, aonde ela vai chegar e ter claro a responsabilidade sobre ela e não colocar a culpa da possível indignação ao receptor da mensagem. Porque claro uma piada é sim uma mensagem.

.Fim

8 comentários:

Inaie disse...

Cristiano, você é super engraçado, e ta filosófico hoje, hem? Melhoras pra vó Iza e beijos pra vc. Quanto á sua pergunta no meu post meu post, foi só modo de falar, por que na realidade eu não acredito em pecado. Mas tô aqui dando lição de moral em quem faz do ritual budista um passeio turistico e acordei as 5 da madrugada prá ir lá fazer a mesma coisa né? Coisa feia isso!
E confesso que isso foi o que mais me atraiu quando decidi vir para o Laos...

Janaina Cruz disse...

Cristiano, achei muito sábio teu post.

Adoro pessoas bem humoradas, mas detesto aquelas que perdem o amigo, mas não perdem a piada...

Ser engraçado não é se expor ao ridículo rebaixando outro alguém, e sim despertar um jeito de riso leve, e que faça com que o outro reflita de forma positiva.

As vezes o errar na mão na hora da graça, pode levar a um tombo, muito difícil de levantar, ou de voltar a ter credibilidade em relação a outras pessoas.

Que tua vozinha melhore,

Sigo teu blog

Abraços e ótimo fim de semana

Ludi disse...

Verdade, as pessoas também me dizem o tempo todo: vc é engraçada, devia fazer teatro!
Eu nunca tinha visto isso como um talento, só faz parte de mim, n sei. Mas fato é q é mto bom saber q a gente consegue fazer brotar bom humor em nossos amigos e familiares!! Eu adoro!!

Poxa, Melhoras pra vózinha! Eu amo toda e qualquer vózinha! :)

Natália disse...

Foucalt tem uma obra, "Vigiar e Punir", em que relata, em detalhes, o espetáculo das punições na Idade Média. As penas aos que cometiam delitos eram aplicadas em praça pública e se tornavam a distração da população local. Milhares reuniam-se para ver Fulano ser chicoteado, Beltrano ter seus membros amarrados a quatro diferentes cavalos que seguiriam em direções opostas, etc. E a população regozijava-se. Não muito diferente daquilo que Nero fazia com cristãos, ao jogarem-nos na cova dos leões, para degladiarem até serem comidos vivos - e a população, mais uma vez, divertia-se assistindo a cena.

É estranho que, embora digam que tenhamos evoluído, muitas pessoas ainda regozijam-se do sofrimento alheio. Acham graça em humilhar o próximo.

Pra mim, humor que se utiliza de preconceitos e insensibilidade, não é nem nunca será humor. É perversão. E quem ri desse tipo de coisa não é descolado. É idiota.

Djalma CMF disse...

Em outras épocas o humor tinha uma conotação de deboche que todos levavam na esportiva, embora alguns não gostavam, hoje no estado de direito tudo é preconceito. Quanto ao seu texto ficou muito bem elaborado. Parabéns, abçs.

Bah disse...

AUHAUHAUAHUA que engraçado... rsss brincadeira rsss

Falando sério, o humor faz parte do cotidiano. Faz parte da vida ter humor, mas concordo que a piada acaa sendo uma mensagem... de forma sutil rs

Kisu!

Silvinha disse...

Verdade verdadeira! =)

Neanderthal disse...

Oi Cristiano. Eu te acho bem humorado e acho interessante a forma como você expôe algumas situações. Acho que isso reflete a sua forma de encarar o mundo.
Minha família é super bem humorada. Acho isso legal e de fato muitas situações complicadas se reverteram de forma tranquila porque souberam encarar as coisas de forma positiva. Isso é legal!
Não digo que sou a pessoa mais bem humorada do mundo (eu sou cri cri). Mas tenho lá meu senso de humor. As pessoas que notam esse meu jeito costumam quebrar minha resistência assim, brincando, levando tudo numa boa.
Se você é assim, parabéns! Sua capacidade de agradar as pessoas é tremenda!