quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Curtas Esquecidas

Eu sou esquecido então eu:

Curta 1
Peço “bença” para minha mãe 3 vezes ao dia (no mínimo).

Curta 2

Uma vez eu liguei para o cliente e eu...

- Quer falar com quem?

Ai ele do outro lado.

- Mas foi você que ligou!

- Putz foi mal...

Curta 3
Quando eu esqueço o nome de alguém no trabalho eu uso sempre: Fala chefe ou Fala Mestre. Melhor que na adolescência que eu usava no meu bairro fala Zin!

Curta 4
Já fiquei sem dinheiro e nem como voltar do centro de BH porque eu esqueci a senha do banco e bloqueie minha conta em uma sexta-feira 19h00min. Pior disso tudo foi que eu usava a conta tinha alguns anos já.

Curta 5
Mas o pior sempre é: Uma hora coçar a orelha com a tampa de bic e lembrar disso quando você a colocou na boca!

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

O que te motiva?


Semana passada meu chefe dentre de varias coisas disse:

- Você está sempre motivado para fazer o seu trabalho.

E em seguida um outro chefe da empresa me disse:

- Estou fazendo uma apresentação (leia-se palestra motivacional) para a minha equipe.

A primeira reação foi dizer que não acredito em discursos motivacionais e é verdade não acredito mais em discursos motivacionais.

Já fui adepto dessa narrativa com algumas equipes que eu geri e já fui ouvinte também, mas com o tempo vi que eles são como aquele lanche rápido da praça de alimentação de um shopping. Você esta com fome vai lá come rapidinho e a fome passa ai da um tempinho você esta com fome de novo.

Acredito que um campeão não se torna campeão somente por causa dos discursos que ele escutou durante a carreira e dá mesma forma que um profissional que se motiva somente por discurso não é um bom profissional.

Eu penso que a motivação tem que ser de dentro para fora porque somente eu sei o que realmente me motiva acordar 06h:20min, tomar café, pegar um metrô lotado e depois um ônibus igualmente lotado para chegar no serviço às 08h:20min da manhã e sair 18h:30min da noite todos os dias úteis. Hoje (eu disso hoje) é pagar minhas contas!

Como Gestão não é uma ciência exata. Claro que existem situações onde uma palestra motivacional é importante e funciona mais como um ritual de passagem para iniciar uma maior concentração de uma tarefa de tempo limitado onde todas as partes já estão motivadas cada um com seu motivo para executar o trabalho e sabendo muito bem o que tem que fazer. Mas essa ferramenta não pode ser usada indiscriminadamente pelos gestores, fazendo com que perca o impacto necessário. Resumindo na maioria das vezes em uma palestra insossa em uma sala escura. Exemplo: Serve para um projeto curto e não uma operação de anos no cliente ou uma dieta para perder 3 quilos que vai durar dias e não uma dieta para perder 30 quilos que vai durar meses.

Os gestos do gestor, o filmezinho depois de transparências no Power Point, a voz sempre imponente e a plateia lá esperando para se sentir importante, mas na verdade curiosa mesmo para saber se vai ter lanche no final. Porque como diria o meu pai tudo não passa de um processo de engorda.

Já tive chefes que ao invés de discursos para uma grande plateia preferia uma conversa individual e lembro uma que foi muito importante para a minha vida profissional foi em uma lanchonete tomando uma coca light em frente à empresa enquanto a gente via uns lances do Barcelona na copa dos campeões - Ronaldinho Gaúcho vazia até chover naquela época.

- Cristiano, fiquei sabendo que você quer sair da minha equipe, por quê?

- Quero aprender a tecnologia X e também eu não estou me sentindo valorizado. (Era um menino recém-formado e cheio de coragem! KKKKKK)

- Puta Que Pariu você quer é isso? E você acha que em outra equipe você vai ser valorizado? Até você aprender essa tecnologia vai demorar o que? Mais um ano? E tem mais, lá você vai ser só mais um. Fica aqui e você vai ver... Não posso te garantir muita coisa só que você vai aprender muito mais do que a tecnologia X.

Fiquei na equipe dele e não me arrependo e a partir daquela conversa direcionada ele teve um funcionário motivado.

Mas conversar com o funcionário é muito mais complexo e difícil do que fazer o discurso ensaiado em uma apresentação (teatro corporativo), mas se vier seguido de um lanche (o processo de engorda) é melhor ainda.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Eu e o Futebol

Quando eu tinha 14 anos de idade eu estudava a 8ª serie em um colégio que ficava muito próximo de um time de futebol aqui de belo horizonte e naquele ano não sei se era porque era ano de copa do mundo (1994) tinha peneira de 15 em 15 dias.


E a gente do colégio ficou sabendo disso e já viu: Todos os meninos matavam aula para tentar ser jogador de futebol.

E eu ia junto e tentava de todas as maneiras possíveis, tentei ser lateral, goleiro, atacante, volante e zagueiro. E era a mesma coisa o homem nunca me escolhia para jogar.

Até que um belo dia o senhor que comandava a peneira me chamou no canto.

- O menino chega ai...

- To te reparando faz um tempo...

Ai eu pensando: Agora vai!

- Você estuda?

-Sim senhor...

-Então volta a estudar e não quero ver você mais aqui não matando aula!

Nunca mais voltei lá.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Curtas e Vacilos

Vacilo 1


- Já fui em porta em porta dos vizinhos pedindo uma escada para rodapé de piso. Não entendia porque as pessoas riam antes de falar que não tinha.

Vacilo 2

Meu pai para mim...

- Que palhaçada, esse povo que coloca o nome na mochila...

- Uai, aonde pai?

-Uai, ali no ponto de onibus...

***Era a mochila Wilson***

Sem mais...
 
:)

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

The Slap



Tai uma serie boa que vale a pena ser vista! Eu recomendo!

Segue ai o complemento do post... :)

"Adaptada da obra de Christos Tsiolkas, a minissérie em oito episódios foi a grande vitoriosa do The Australian Academy of Cinema and Television Arts Awards, evento realizado no Sydney Opera House na noite do dia 31 de janeiro.

Entre os onze prêmios oferecidos às produções televisivas, The Slap ficou com cinco: produção, direção, roteiro, ator (para Alex Dimitriades), e atriz coadjuvante (para Diana Glenn).

A minissérie, disponível no mercado internacional, é uma bela produção sobre personagens que vivem as consequências de um ato polêmico, o qual serve como ponto de partida para a discussão de outras questões pessoais. Durante um churrasco que reúne familiares e amigos, Harry, primo do dono da casa, dá um tapa no rosto de Hugo, uma criança de três anos que se comportava mal. A partir desse ato vemos como opiniões podem causar rupturas e desconforto entre pessoas que já estavam acomodadas em uma rotina de vida. Com roteiro de Emily Ballou, Alice Bell, Brendan Cowell, Kris Mrksa e Cate Shortland, cada episódio é protagonizado por um dos personagens.
A boa receptividade da minissérie em seu país levou a produção para a Inglaterra, onde já foi exibida, e agora para os EUA. O canal DirecTV comprou os direitos de exibição de The Slap, bem como da minissérie britânica The Shadow Line, onde estreiam nos dias 15 e 19 de fevereiro, respectivamente.
 
Ainda não há previsão de quando será exibida no Brasil."
 
 
 
 

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Um dia de corredor

Dia de São Sebastião tinha uma tradição na igreja do meu bairro, uma corrida. O percurso eram mais ou menos 6 km que tinha de tudo, reta, descida, subida leve, subida longa e por ai vai. A chegada é planejada para o fim da missa de São de São Sebastião. Com palco, musica da vitoria do Airton Senna, discurso do vencedor na entrega de premio, chuva de papel picado e tudo que um fim de competição tem direito.


E eu estava em casa de bobeira e escutei o carro de som anunciando (sempre um carro de som) a tal corrida, pensei comigo: vou me inscrever, tô fazendo nada mesmo. Cheguei lá me inscrevi, peguei a minha camisa, contei para todo mundo da minha família e aguardei o dia da prova.

No dia da prova acordei cedo, coloquei a camisa e fui para a tal prova. Estranhei que ao invés da galera somente se alongar tinham varias pessoas com camisa de equipe de corrida já dando uns trotinhos para aquecer – Estavam levando a serio de mais. O que eu conhecia de corrida era no quarteirão do colégio que estudei. Me alonguei, meio que imitando as pessoas e fui para o final da fila dos competidores e pronto.

O padre deu a largada e lá foi todo mundo correndo igual desesperado e eu para não me deixar muito para trás fui lá acompanhando.

O começo do percurso era uma reta, subida leve e uma grande descida. Só que antes da grande descida eu já tinha cansado e pensei comigo: Fudeu! Quando cheguei na grande descida relaxei o meu corpo e pensei: “mexe ai dando”. Cada vez que a prova andava eu ia ficando para trás porque eu ia cansando cada vez mais... quando passei no primeiro posto de água já não tinha mais água...

O que ia repetindo nos postos seguintes, era engraçado ver a cara dos fiscais da prova tipo:

“Cara, acabou! Mas daqui a pouco vai passar um carro que vai levar a gente, senta ai e espera...”

E o pior era ver o publico que via a prova, estranho como tem gente que não motiva ou melhor desmotiva. Ao longo do percurso tinha umas pessoas que ficava assim:

- Ih esse ai não termina não. Olha lá a cara dele!

Minha tia Lurdes, falou isso e quando reparou que era eu disse:

-Nossa é você?

Do meio adiante da competição nem eu passei a acreditar que eu iria terminar o percurso, mas vi a ultima reta e falei comigo... ta quase terminando..

O problema que o ganhador, já tinha ganhado o premio e ido embora, minha avó com seus 80 anos na época estava quase desistindo de me esperar depois da missa e tava querendo ir embora. Mas eu apareço na reta final...

E o padre que estava fazendo um discurso no microfone vai e fala todo empolgado:

- Olha lá gente!!! Olha lá!!!

E todo mundo olha na minha direção.

Continua o padre
- Esse que tem que ser o espírito do atleta, não desistir nunca...

E começa a bater palmas e junto dele todo mundo do bairro batendo palma junto...

E eu sem entender nada, até me empolgo, mais para terminar aquele sofrimento do que outra coisa.

Chego exausto a menina estica a corda e eu cruzo. Peço para ela uma medalha e ela disse:

-Acabou.

E eu

- Tem água?

Ela sem graça:

-Acabou.

Pensei comigo: Que novidade!

E minha avó fala com uma voz mansa...

- Parabém Cristiano... Agora eu tenho que ir para casa fazer o almoço...

O vencedor da prova fez o percurso em 19 minutos sem pingar um gota de suor segundo meu tio e no ano seguinte ele ganhou uma corrida de São Silvestre em SP e eu fiz a prova em 1h:10min.

E eu fui o antepenúltimo dos que não desistiram a competição. Colocação: 113º!

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Carro mensagem

Nunca gostei de carro de mensagem, acho brega de mais, puta merda! Uma vez em uma festa que eu fui, apareceu um carro ai o narrador com voz de oferta, botava a musica que era sempre a mesma musica: a da mulher que perdia o cabelo na novela. As pessoas se emocionavam a aniversariante ganhava flores sempre seguido de abraços de todos e o carro saia tocando alguma musica alegre. E as pessoas voltavam para a festa comemorar, não sei se o aniversario ou que o carro foi embora. Hehehe


Mas no começo imagino que era caro e teve uma vez, acho que era férias e estávamos todos na porta de casa, vendo as pessoas subindo e descendo a rua, até que surge um carro de pamonha era uma Kombis:

- Pamonha chiado, pamonha chiado, pamonha chiado... Compre chiado por chiado favorrr chiado!

A Kombi vai naquela velocidade de compra de pamonha, para na porta da menina e começa.

- Fernanda chiado, Fernanda chiado, Fernanda chiado... saia chiado por chiado favorrrr chiado!

A gente não acreditava nisso: era um carro de pamonha ou carro de mensagem? Mas a Kombi continuava a insistir.

- Fernanda chiado, Fernanda chiado, Fernanda... chiado saia chiado por chiado favorrrr chiado!

Avizinha sai toda sem graça e fica na porta de casa escutando a mensagem, imagina aquela Kombi que precisa do quadro lata velha do Lucionao Huck que chiava mais que tudo! Ai começou a mensagem:

- Fernanda chiado, nós chiado te chiado amamos chiado e mais chiado...

Nunca rimos tanto na porta de casa...

Mas como a demanda devia estar grande, um belo dia um empreendedor devia ter pensado: Vamos fazer uma empresa de carro mensagem! O lugar escolhido era uma avenida perto de casa e para ter narradores só testando... Era um sábado e eu estudava para o vestibular e não é que passei aquele dia todo escutando narradores em processo seletivo para serem admitidos nessa tal empresa de mensagem.

Nunca escutei tanta mensagem no microfone!