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sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Roberto Shinyashiki - Cuidado com os burros motivados

Email da Julia de uma entrevista que em época de autoavaliação no meu trabalho me fez pensar...
Retirado da Istoé.

Observador contumaz das manias humanas, Roberto Shinyashiki está cansado dos jogos de aparência que tomaram conta das corporações e das famílias. Nas entrevistas de emprego, por exemplo, os candidatos repetem o que imaginam que deve ser dito. Num teatro constante, são todos felizes, motivados, corretos, embora muitas vezes pequem na competência. Dizem-se perfeccionistas: ninguém comete falhas, ninguém erra. Como Álvaro de Campos (heterônimo de Fernando Pessoa) em Poema em linha reta, o psiquiatra não compartilha da síndrome de super-heróis. “Nunca conheci quem tivesse levado porrada na vida (...) Toda a gente que eu conheço e que fala comigo nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho, nunca foi senão príncipe”, dizem os versos que o inspiraram a escrever Heróis de verdade (Editora Gente, 168 págs., R$ 25). Farto de semideuses, Roberto Shinyashiki faz soar seu alerta por uma mudança de atitude. “O mundo precisa de pessoas mais simples e verdadeiras.”

ISTOÉ - Quem são os heróis de verdade?

ROBERTO SHINYASHIKI - Nossa sociedade ensina que, para ser uma pessoa de sucesso, você precisa ser diretor de uma multinacional, ter carro importado, viajar de primeira classe. O mundo define que poucas pessoas deram certo. Isso é uma loucura. Para cada diretor de empresa, há milhares de funcionários que não chegaram a ser gerentes. E essas pessoas são tratadas como uma multidão de fracassados. Quando olha para a própria vida, a maioria se convence de que não valeu a pena porque não conseguiu ter o carro nem a casa maravilhosa. Para mim, é importante que o filho da moça que trabalha na minha casa possa se orgulhar da mãe. O mundo precisa de pessoas mais simples e transparentes. Heróis de verdade são aqueles que trabalham para realizar seus projetos de vida, e não para impressionar os outros. São pessoas que sabem pedir desculpas e admitir que erraram.

ISTOÉ - O sr. citaria exemplos?

ROBERTO SHINYASHIKI - Dona Zilda Arns, que não vai a determinados programas de tevê nem aparece de Cartier, mas está salvando milhões de pessoas. Quando eu nasci, minha mãe era empregada doméstica e meu pai, órfão aos sete anos, empregado em uma farmácia. Morávamos em um bairro miserável em São Vicente (SP) chamado Vila Margarida. Eles são meus heróis. Conseguiram criar seus quatro filhos, que hoje estão bem. Acho lindo quando o Cafu põe uma camisa em que está escrito “100% Jardim Irene”. É pena que a maior parte das pessoas esconda suas raízes. O resultado é um mundo vítima da depressão, doença que acomete hoje 10% da população americana. Em países como Japão, Suécia e Noruega, há mais suicídio do que homicídio. Por que tanta gente se mata? Parte da culpa está na depressão das aparências, que acomete a mulher que, embora não ame mais o marido, mantém o casamento, ou o homem que passa décadas em um emprego que não o faz se sentir realizado, mas o faz se sentir seguro.

ISTOÉ - Qual o resultado disso?

ROBERTO SHINYASHIKI - Paranóia e depressão cada vez mais precoces. O pai quer preparar o filho para o futuro e mete o menino em aulas de inglês, informática e mandarim. Aos nove ou dez anos a depressão aparece. A única coisa que prepara uma criança para o futuro é ela poder ser criança. Com a desculpa de prepará-los para o futuro, os malucos dos pais estão roubando a infância dos filhos. Essas crianças serão adultos inseguros e terão discursos hipócritas. Aliás, a hipocrisia já predomina no mundo corporativo.

ISTOÉ - Por quê?

ROBERTO SHINYASHIKI - O mundo corporativo virou um mundo de faz-de-conta, a começar pelo processo de recrutamento. É contratado o sujeito com mais marketing pessoal. As corporações valorizam mais a auto-estima do que a competência. Sou presidente da Editora Gente e entrevistei uma moça que respondia todas as minhas perguntas com uma ou duas palavras. Disse que ela não parecia demonstrar interesse. Ela me respondeu estar muito interessada, mas, como falava pouco, pediu que eu pesasse o desempenho dela, e não a conversa. Até porque ela era candidata a um emprego na contabilidade, e não de relações públicas. Contratei na hora. Num processo clássico de seleção, ela não passaria da primeira etapa.

ISTOÉ - Há um script estabelecido?

ROBERTO SHINYASHIKI - Sim. Quer ver uma pergunta estúpida feita por um presidente
de multinacional no programa O aprendiz? “Qual é seu defeito?” Todos respondem que o defeito é não pensar na vida pessoal: “Eu mergulho de cabeça na empresa. Preciso aprender a relaxar.” É exatamente o que o chefe quer escutar. Por que você acha que nunca alguém respondeu ser desorganizado
ou esquecido? É contratado quem é bom em conversar, em fingir. Da mesma forma, na maioria das vezes, são promovidos aqueles que fazem o jogo do poder. O vice-presidente de uma das maiores empresas do planeta me disse: “Sabe, Roberto, ninguém chega à vice-presidência sem mentir.” Isso significa que quem fala a verdade não chega a diretor?

ISTOÉ - Temos um modelo de gestão que premia pessoas mal preparadas?

ROBERTO SHINYASHIKI - Ele cria pessoas arrogantes, que não têm a humildade de se preparar, que não têm capacidade de ler um livro até o fim e não se preocupam com o conhecimento. Muitas equipes precisam de motivação, mas o maior problema no Brasil é competência. Cuidado com os burros motivados. Há muita gente motivada fazendo besteira. Não adianta você assumir uma função para a qual não está preparado. Fui cirurgião e me orgulho de nunca um paciente ter morrido na minha mão. Mas tenho a humildade de reconhecer que isso nunca aconteceu graças a meus chefes, que foram sábios em não me dar um caso para o qual eu não estava preparado. Hoje, o garoto sai da faculdade achando que sabe fazer uma neurocirurgia. O Brasil se tornou incompetente e não acordou para isso.

ISTOÉ - Está sobrando auto-estima?

ROBERTO SHINYASHIKI - Falta às pessoas a verdadeira auto-estima. Se eu preciso que os outros digam que sou o melhor, minha auto-estima está baixa. Antes, o ter conseguia substituir o ser. O cara mal-educado dava uma gorjeta alta para conquistar o respeito do garçom. Hoje, como as pessoas não conseguem nem ser nem ter, o objetivo de vida se tornou parecer. As pessoas parece que sabem, parece que fazem, parece que acreditam. E poucos são humildes para confessar que não sabem. Há muitas mulheres solitárias no Brasil que preferem dizer que é melhor assim. Embora a auto-estima esteja baixa, fazem pose de que está tudo bem.

ISTOÉ - Por que nos deixamos levar por essa necessidade de sermos perfeitos em tudo e de valorizar a aparência?

ROBERTO SHINYASHIKI - Isso vem do vazio que sentimos. A gente continua valorizando os heróis. Quem vai salvar o Brasil? O Lula. Quem vai salvar o time? O técnico. Quem vai salvar meu casamento? O terapeuta. O problema é que eles não vão salvar nada! Tive um professor de filosofia que dizia: “Quando você quiser entender a essência do ser humano, imagine a rainha Elizabeth com uma crise de diarréia durante um jantar no Palácio de Buckingham.” Pode parecer incrível, mas a rainha Elizabeth também tem diarréia. Ela certamente já teve dor de dente, já chorou de tristeza, já fez coisas que não deram certo. A gente tem de parar de procurar super-heróis. Porque se o super-herói não segura a onda, todo mundo o considera um fracassado.

ISTOÉ - O conceito muda quando a expectativa não se comprova?

ROBERTO SHINYASHIKI - Exatamente. A gente não é super-herói nem superfracassado. A gente acerta, erra, tem dias de alegria e dias de tristeza. Não há nada de errado nisso. Hoje, as pessoas estão questionando o Lula em parte porque acreditavam que ele fosse mudar suas vidas e se decepcionaram. A crise será positiva se elas entenderem que a responsabilidade pela própria vida é delas.

ISTOÉ - É comum colocar a culpa nos outros?

ROBERTO SHINYASHIKI - Sim. Há uma tendência a reclamar, dar desculpas e acusar alguém. Eu vejo as pessoas escondendo suas humanidades. Todas as empresas definem uma meta de crescimento no começo do ano. O presidente estabelece que a meta é crescer 15%, mas, se perguntar a ele em que está baseada essa expectativa, ele não vai saber responder. Ele estabelece um valor aleatoriamente, os diretores fingem que é factível e os vendedores já partem do princípio de que a meta não será cumprida e passam a buscar explicações para, no final do ano, justificar. A maioria das metas estabelecidas no Brasil não leva em conta a evolução do setor. É uma chutação total.

ISTOÉ - Muitas pessoas acham que é fácil para o Roberto Shinyashiki dizer essas coisas, já que ele é bem-sucedido. O senhor tem defeitos?

ROBERTO SHINYASHIKI - Tenho minhas angústias e inseguranças. Mas aceitá-las faz minha vida fluir facilmente. Há várias coisas que eu queria e não consegui. Jogar na Seleção Brasileira, tocar nos Beatles (risos). Meu filho mais velho nasceu com uma doença cerebral e hoje tem 25 anos. Com uma criança especial, eu aprendi que ou eu a amo do jeito que ela é ou vou massacrá-la o resto da vida para ser o filho que eu gostaria que fosse. Quando olho para trás, vejo que 60% das coisas que fiz deram certo. O resto foram apostas e erros. Dia desses apostei na edição de um livro que não deu certo. Um amigão me perguntou: “Quem decidiu publicar esse livro?” Eu respondi que tinha sido eu. O erro foi meu. Não preciso mentir.

ISTOÉ - Como as pessoas podem se livrar dessa tirania da aparência?

ROBERTO SHINYASHIKI - O primeiro passo é pensar nas coisas que fazem as pessoas cederem a essa tirania e tentar evitá-las. São três fraquezas. A primeira é precisar de aplauso, a segunda é precisar se sentir amada e a terceira é buscar segurança. Os Beatles foram recusados por gravadoras e nem por isso desistiram. Hoje, o erro das escolas de música é definir o estilo do aluno. Elas ensinam a tocar como o Steve Vai, o B. B. King ou o Keith Richards. Os MBAs têm o mesmo problema: ensinam os alunos a serem covers do Bill Gates. O que as escolas deveriam fazer é ajudar o aluno a desenvolver suas próprias potencialidades.

ISTOÉ - Muitas pessoas têm buscado sonhos que não são seus?

ROBERTO SHINYASHIKI - A sociedade quer definir o que é certo. São quatro loucuras da sociedade. A primeira é instituir que todos têm de ter sucesso, como se ele não tivesse significados individuais. A segunda loucura é: “Você tem de estar feliz todos os dias.” A terceira é: “Você tem que comprar tudo o que puder.” O resultado é esse consumismo absurdo. Por fim, a quarta loucura: “Você tem de fazer as coisas do jeito certo.” Jeito certo não existe. Não há um caminho único para se fazer as coisas. As metas são interessantes para o sucesso, mas não para a felicidade. Felicidade não é uma meta, mas um estado de espírito. Tem gente que diz que não será feliz enquanto não casar, enquanto outros se dizem infelizes justamente por causa do casamento. Você precisa ser feliz tomando sorvete, levando os filhos para brincar.

ISTOÉ - O sr. visita mestres na Índia com freqüência. Há alguma parábola que o sr. aprendeu com eles que o ajude a agir?

ROBERTO SHINYASHIKI - Quando era recém-formado em São Paulo, trabalhei em um hospital de pacientes terminais. Todos os dias morriam nove ou dez pacientes.
Eu sempre procurei conversar com eles na hora da morte. A maior parte pega o médico pela camisa e diz: “Doutor, não me deixe morrer. Eu me sacrifiquei a vida inteira, agora eu quero ser feliz.” Eu sentia uma dor enorme por não poder fazer nada. Ali eu aprendi que a felicidade é feita de coisas pequenas. Ninguém na hora da morte diz se arrepender por não ter aplicado o dinheiro em imóveis. Uma história que aprendi na Índia me ensinou muito. O sujeito fugia de um urso e caiu em um barranco. Conseguiu se pendurar em algumas raízes. O urso tentava pegá-lo. Embaixo, onças pulavam para agarrar seu pé. No maior sufoco, o sujeito olha para o lado e vê um arbusto com um morango. Ele pega o morango, admira sua beleza e o saboreia. Cada vez mais nós temos ursos e onças à nossa volta. Mas é preciso comer os morangos.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

O For de 3000 linhas

Na empresa que eu trabalho, tinha um sistema, este sistema precisou sofrer manutenção. E o analista que foi fazer manutenção se deparou com um for de 3000 linhas e que significa o contrario tudo que aprendemos nas boas praticas, na faculdade, livros e afins.

Este for de 3000 linhas virou uma piada, virou um sinônimo de um trabalho mal feito, de um profissional porco. Hoje penso que todo mundo se achava acima deste for de 3000 linhas, todo mundo se achava acima do analista que escreveu.

Até que um dia esta piada recorrente foi feita no café e o profissional que escreveu este for de 3000 linhas estava lá e revoltado falou aos berros:

"EU FIZ AQUELE PROGRAMA EM UMA MADRUGADA PARA ENTREGAR ÀS 08:00 DA MANHA"


E pelo menos para mim aquele for de 3000 linhas perdeu o sinônimo de um profissional ruim e passei a não criticar o trabalho dos outros antes de fazer manutenção, porque com o contexto um trabalho mal feito pode ser um belo trabalho.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Comercio S/A

Coisas que funcionários vendem na empresa que eu trabalho:

- Pão de Queijo;
- Sanduíche Natural;
- Broa de fubá;
- Bombom;
- Biscoito;
- Bijuteria;
- Brinquedos eletrônicos;
- Ingresso de jogo;
- Roupa masculina;
- Roupa feminina;
- Calcinha;
- Tênis;
- Sapato;
- Pão de Mel;
- E por último, mas não menos importante: SexShop.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Projeto de orgulho

Era uma reunião para falar de saldo do ano, todos tinham que ir na frente e falar o que de melhor fez no ano que se passou. A pessoa começa a falar do projeto... e é interrompida:

- Esse projeto você fez foi no ano passado!

- Foi?

- Foi sim, eu tinha acabado de chegar à empresa.

- Nó o tempo voa...

E ele senta contrariado sem continuar a falar do projeto que ele tanto se orgulhava.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

No mundo corporativo

Eram dias difíceis, o cliente estava mudando de fornecedor por questões politicas-financeiras. Ligo para o fornecedor para despedir e falo:

- Pô, Giovanni. Valeu ai pelos anos que trabalhando juntos...

- Poxa cara, pena que você não vai atender a gente mais...

E meu ego foi inflando... Inflando... Até que ele vai e completa:

- Demorei vários anos para te ensinar o trabalho e agora vou ter que começar tudo de novo com os outros fornecedores!

É... No mundo corporativo não existe coração.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

O que te motiva?


Semana passada meu chefe dentre de varias coisas disse:

- Você está sempre motivado para fazer o seu trabalho.

E em seguida um outro chefe da empresa me disse:

- Estou fazendo uma apresentação (leia-se palestra motivacional) para a minha equipe.

A primeira reação foi dizer que não acredito em discursos motivacionais e é verdade não acredito mais em discursos motivacionais.

Já fui adepto dessa narrativa com algumas equipes que eu geri e já fui ouvinte também, mas com o tempo vi que eles são como aquele lanche rápido da praça de alimentação de um shopping. Você esta com fome vai lá come rapidinho e a fome passa ai da um tempinho você esta com fome de novo.

Acredito que um campeão não se torna campeão somente por causa dos discursos que ele escutou durante a carreira e dá mesma forma que um profissional que se motiva somente por discurso não é um bom profissional.

Eu penso que a motivação tem que ser de dentro para fora porque somente eu sei o que realmente me motiva acordar 06h:20min, tomar café, pegar um metrô lotado e depois um ônibus igualmente lotado para chegar no serviço às 08h:20min da manhã e sair 18h:30min da noite todos os dias úteis. Hoje (eu disso hoje) é pagar minhas contas!

Como Gestão não é uma ciência exata. Claro que existem situações onde uma palestra motivacional é importante e funciona mais como um ritual de passagem para iniciar uma maior concentração de uma tarefa de tempo limitado onde todas as partes já estão motivadas cada um com seu motivo para executar o trabalho e sabendo muito bem o que tem que fazer. Mas essa ferramenta não pode ser usada indiscriminadamente pelos gestores, fazendo com que perca o impacto necessário. Resumindo na maioria das vezes em uma palestra insossa em uma sala escura. Exemplo: Serve para um projeto curto e não uma operação de anos no cliente ou uma dieta para perder 3 quilos que vai durar dias e não uma dieta para perder 30 quilos que vai durar meses.

Os gestos do gestor, o filmezinho depois de transparências no Power Point, a voz sempre imponente e a plateia lá esperando para se sentir importante, mas na verdade curiosa mesmo para saber se vai ter lanche no final. Porque como diria o meu pai tudo não passa de um processo de engorda.

Já tive chefes que ao invés de discursos para uma grande plateia preferia uma conversa individual e lembro uma que foi muito importante para a minha vida profissional foi em uma lanchonete tomando uma coca light em frente à empresa enquanto a gente via uns lances do Barcelona na copa dos campeões - Ronaldinho Gaúcho vazia até chover naquela época.

- Cristiano, fiquei sabendo que você quer sair da minha equipe, por quê?

- Quero aprender a tecnologia X e também eu não estou me sentindo valorizado. (Era um menino recém-formado e cheio de coragem! KKKKKK)

- Puta Que Pariu você quer é isso? E você acha que em outra equipe você vai ser valorizado? Até você aprender essa tecnologia vai demorar o que? Mais um ano? E tem mais, lá você vai ser só mais um. Fica aqui e você vai ver... Não posso te garantir muita coisa só que você vai aprender muito mais do que a tecnologia X.

Fiquei na equipe dele e não me arrependo e a partir daquela conversa direcionada ele teve um funcionário motivado.

Mas conversar com o funcionário é muito mais complexo e difícil do que fazer o discurso ensaiado em uma apresentação (teatro corporativo), mas se vier seguido de um lanche (o processo de engorda) é melhor ainda.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Entrevistas de emprego

Uma coisa sempre interessante são as entrevistas de emprego é uma peça do teatro corporativo, a pessoa que te entrevista tem que convencer que o lugar para onde você é candidato é o melhor lugar para trabalhar no mundo e você tem que mostrar que você é o melhor profissional do mundo. Ambas as partes sabem que isso não é verdade, mas claro, se é teatro para que falar a verdade.


Todo o teatro tem script:


Roupa – Sempre com a melhor roupa social. Uma duvida será que até medico, profissional de educação física vão de social?


Chegue no horário – Fiz uma entrevista uma vez que cheguei atrasado, não foram 15 minutinhos, foram quase 1 hora, peguei o endereço errado, liguei para a moça pedi desculpas entrei em um taxi e fui zarpando para lá. Cheguei suado e a mulher quando me viu aperta minha mão e fala: “Boa Tarde!” (eram 10h:00min da manhã). Não fiquei com a vaga e sai de lá, acreditem, com um conselho de ir ao analista.


Pergunte detalhes do trabalho, salário e empresa – Teve uma vez que eu não perguntei e só fui saber 1 mês de processo seletivo o salário, era menos que eu ganhava. Tanto eu quanto a empresa perdeu tempo.


Modo Jogador de futebol – Como no futebol toda a entrevista é batata, tem sempre as mesmas perguntas: “Qual é o seu maior defeito?”, “O que pode fazer para melhorar a empresa”, “Qual é a sua maior qualidade”, “Me fale um problema que você teve que resolver”, “Me fale uma discussão”. Eu tenho umas respostas básicas, mas o meu maior defeito eu decidi depois da ultima entrevista será ansiedade, não compromete... hehehe


Comportamento – Seja você, ninguém gosta de um robô, mas claro a pessoa que esta entrevistando você não é sua amiga(o), contar piada é arriscado, falar causos é desnecessário!


Assinado: Cristiano, o Max Gehringer de Venda Nova!


Ps.: Tive que dar um Google para saber como escreve esse nome...