quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Crônica de Belo Horizonte


No começo da internet utilizava muito chat, mIRC, ICQ, MSN e por ai vai... Mentir eu já menti dizendo que era mais velho, mais alto, mais forte e por ai vai. Mas mentir igual essa ai eu nunca menti:

“Um perfil no Facebook com a foto da atriz Giovanna Antonelli fez com que um indiano que mora em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos (país do Oriente Médio) viesse até Belo Horizonte para encontrar com uma mulher. Mas ela não era a atriz global. Era uma mineira de 41 anos, divorciada e com dois filhos.

A mineira também ficou encantada com as fotos do rapaz: julgava ter encontrado o seu "príncipe árabe".O indiano Bakul Bakulmiah, de 26 anos, viajou 12 mil quilômetros para encontrar a brasileira. Mas ela se decepcionou ao encontrar o indiano. Segundo ela, ele é mais baixo do que nas fotos. Não quer ficar com ele.

Bakulmiah não tem para onde ir: veio só com a passagem de ida e esperava encontrar trabalho no Brasil. Como está com o visto legalizado de turista, ele não pode ser deportado - uma das chances para voltar para os Emirados Árabes Unidos. Os amigos da mineira estão organizando uma vaquinha para conseguir os R$ 5 mil da passagem para Bakulmiah.”

Acho que o pior que mentir é dar as costas para o indiano... Mas pensando bem ele achou que ela ia dar outra coisa.

Fonte: Noticia Yahoo

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Cada um com seu critério

Um amigo do trabalho que já até falei para ele que ele deveria ter uma sessão aqui no blog, chega para mim e fala:

- Cara ontem voltando para casa de ônibus. Eu fiquei em dúvida em dar o lugar para uma coroa sentar ou não.

- Hum..

- Ai, eu usei um critério...

- Qual?

- Pensei comigo: “pegaria ou não?”

- E ai? Qual foi o resultado.

- Como eu pegaria... Ai eu não dei lugar para ela não...

Penso comigo: Não deveria ser o contrario?

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Cada um enfrenta o stress de um jeito...

Era uma época em que a gente trabalhava muito, como costumávamos dizer: Hora extra era mato. E cada um da equipe tinha uma maneira para aliviar o stress.

Eu gostava de ir a uma livraria, via uns livros e sentava para tomar um café.

Um outro amigo nosso ia na igreja. Eu pensava: Que cara religioso. Só alguns meses depois a gente descobriu que ele ia para tirar uma soneca.  Ele confessou falando que o lugar era muito calmo... e depois de um pai nosso lhe dava sempre sono. Hehehe

Mas o mais instigante foi um outro amigo nosso que falava assim:

- Vô ali ver uma sandália para minha noiva.

Ele fazia isso pelo menos umas duas vezes por semana e o mais engraçado que nunca chegava com uma bolsa da compra. Isso foi me instigando, até que eu não resisti:

- Ei, por que volta e meia você sai para olhar tanta sandália? Sua noiva gosta tanto de sandália assim?

Fala meio sem graça.

- Rapaz, vou lhe confessar... Eu adoro ver pé de mulher... E não tem lugar melhor para ver que loja de sapato feminino e aqui na região tem aos montes, aí volta e meia eu vou em uma...

E ele continua demonstrando estar à vontade.

- O melhor está por vir: As festas de fim de ano! As lojas ficam lotadas!

E eu lá já querendo rir.

- Mas e quando você chega e a loja está vazia?

Ele perdendo totalmente a vergonha.

- Ai eu peço uma vendedora para experimentar...

Fiquei meio surpreso.

- E elas experimentam?

- Uai, tem umas que sim... Tem cada uma com os pés mais lindos...

- E você não leva?

- Claro que não. Você já viu o preço das sandálias daqui?

- Bicho, você me assusta...

sábado, 4 de agosto de 2012

O humor...

Não me considero engraçado por mais que as pessoas deem risadas das coisas que eu falo, volta e meia falo algo e as pessoas riem do que eu disse. Claro que eu gosto dessa situação na maioria das vezes. A prova que não me considero engraçado é que não sou de contar piadas e quando eu tento a piada quase nunca causa risadas.

Mas vejo de um tempo para a cá uma necessidade das pessoas serem engraçadas. Eu acho legal isso, causar um sorriso, uma risada é sempre gratificante. Quando vou aos domingos ver minha Vó Iza que esta muito mal, prendo o ar e solto um sorriso para ela e volta e meia eu solto uma gracinha que ela responde sempre com um sorriso. Saindo do quarto eu e a minha esposa ficamos conversando com quem esta lá, na grande maioria das vezes, amenidades. Objetivo disso tudo? Somente distrair as pessoas neste momento difícil da família.

Que alias, a gente tem uma máxima:

Somos feios, mas gente boa. E tivemos sorte de saber disso cedo ai a gente tem alternativas para pegar mulher.

Quando a gente fala isso para Vó Iza ela sempre sorriu/sorri.

O humor é uma arma e como toda arma ela pode ser usada para o seu fim, que é distrair, amenizar, fazer pensar. Mas o humor também pode sim: ofender, subjulgar, humilhar.

O grande Ary Toledo e suas mais de 600 piadas memorizadas deu uma entrevista no UOL dizendo:

“Dizer que não existe limite para o humor é mentira. O limite existe não só no humor, mas em todos os segmentos da sociedade. Existe uma fronteira e se você ultrapassa, cai no ridículo, na agressão. Alguns ultrapassam esse limite sem ter consciência. É como criança que cai e se machuca e não sabia que aquilo era perigoso.”

E a reportagem continua:

Em mais de 50 anos de carreira, Ary diz que já desenvolveu seu próprio limite e disse que até corta partes do show quando sente que o conteúdo está agressivo. Segundo ele, não importa o estilo do humorista, todas as apresentações têm que conduzir o espectador a uma sentença final: o riso. “Eu acho uma sacanagem tirar o espectador de casa, levar para o teatro e começar a agredir. Ou então fazer um espetáculo enigmático que a pessoa só vai entender quando chegar em casa. Eu não gosto desse tipo de humor”, disse ele.

Lendo isso pensei se quer fazer humor tem que ter a sensibilidade de saber como ela vai ser recebida, aonde ela vai chegar e ter claro a responsabilidade sobre ela e não colocar a culpa da possível indignação ao receptor da mensagem. Porque claro uma piada é sim uma mensagem.

.Fim

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Nome para as coisas

Ganhei de uma colega de trabalho um bombom muito gostoso chamado Surreal que me fez pensar: Quem será que dá os nomes para essas coisas? Bombons? Sorvetes? Perfume? Chegando até as Operações da Policia Federal...


Este último item, o nome da operação da policia federal, sempre fica no meu imaginário que eu acho que funciona mais um menos assim:

1) A Policia Federal recebe uma missão;

2) A Policia Federal define a equipe;

3) Toda equipe vai perguntar para o “Seu Tião”, depois de anos de prestação de bons serviços, sua principal função hoje seria batizar todas as operações da policia federal.

Ou então, ao invés de um ditador de nomes seria a votação pela equipe escolhida, mostrando que a policia pode ser sim democrática:

- Quem escolhe o nome Anaconda levanta a mão!

Três pessoas votaram.

- Agora quem escolhe o nome Grande Sertão!

Cinco pessoas votaram.

- Vamos começar então a operação Grande Sertão!

.Fim

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Em um consultório...


O analista estava há muito tempo com um cliente (ou seria paciente?) que estava passando por uma crise que parecia não ter fim:

- Hey, há varias sessões você esta triste...

Continua o analista, depois de respirar fundo.

- Você tem que fazer coisas que lhe proporcionam prazer, felicidade...

Após um longo silêncio de ambos:

- Mas doutor, ficar triste me deixa feliz.

...O silêncio volta ainda mais forte...

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Confiança Cega

Subindo em minha caminhada diária, passo por uma mulher cega que vende loteria. Já adiantando que não terei tempo para fezinha do jogo da mega sena eu paro e pergunto para ela:

- Quanto é o jogo de hoje?

- R$ 3,00

- Me dá um.

Chego e vejo que na carteira tenho só uma nota de R$ 2 e uma de R$ 10 (Que é um milagre, pois fico dias sem ter nem um centavo no bolso). Falo para ela:

- Estou lhe dando uma nota de R$ 10,00. Tem problema?

Ela vai e tira um bolo de notas de R$ 10,00 coloca a minha no meio. Pega uma nota de cinco que ficava em outro bolso da bolsa e me pergunta:

- É R$ 5,00?

- Sim.

E em um bolso da calça ela vai e tira uma nota de R$ 2,00 e fala:

- É R$ 2,00?

- Sim.

- Obrigada eu to sempre aqui.

Saio pensando que o Geraldo Magela tem razão quando fala que enganar cego é pecado.