segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Conversa entre eu e eu mesmo

Daquelas conversas que eu tenho comigo mesmo:

- Acho que o natal se tornou uma data mercantilista, onde o comércio substituiu o sentimento pelo o próximo.
- Anda sem dinheiro para presentear?
- Sim....
- Percebi.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Em um vagão qualquer

_ Moça tenho que te contar...
_ O que?
_ Sabe o segurança da padaria?
_ Sei.
_ Está saindo com a vendedora da loja!
_ M e n t i r a!!!
_ Ele é casado, não é?
_ É.
_ E pior nem te falo...
_ A vendedora é transex.
_ Transex?
_ É ... Esse povo que faz cirurgia para arrancar o peru.
_ Mas deve ficar igualzinho, uai. Ainda mais que homem é tudo bobo.
_ E tem pior...
_ Tem?
_ A cirurgia dela atrasou e agora é só ano que vem.


*Conversa real no metrô de BH que só escutei porque a bateria do celular acabou.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

O tempo

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa. 
Quando se vê, já são seis horas! 
Quando de vê, já é sexta-feira! 
Quando se vê, já é natal... 
Quando se vê, já terminou o ano... 
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida. 
Quando se vê passaram 50 anos! 
Agora é tarde demais para ser reprovado... 
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio. 
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas... 
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo... 
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo. 
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz. 
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.

Tirei daqui.

sábado, 6 de dezembro de 2014

Conversa de sofá (16)

- Você viu isso?
- Isso o que?
Essa é a conversa de sofá após o smartphone....

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

O silencio que ninguém ouviu

Antes eu falava, ficava incomodado com o silencio. É logico que eu falava muita besteira. Depois passei a falar qualquer coisa quando requisitado. Simplesmente para não deixar a pessoa sem a minha resposta. Ai vi que continuava falando besteira, menos que antes, mas eu falava. Mas com o tempo enxerguei que a credibilidade ia para o saco. Passei a falar sem cerimônia: “Não sei”, “Vou pesquisar”, “Depois eu te respondo”.


Esse ano em uns dos enterros mais triste da minha vida (quem compara enterro?), um pai enterrando a filha acidentada de apenas 9 anos. Vi ele me abraçando e falando qualquer coisa querendo uma palavra de consolo. Fiquei mudo, eu não tinha, não terei e acredito que na verdade ninguém terá. 

Talvez o silencio respondeu Não Sei para mim.

Talvez...

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

O criativo

Em uma produtora pornô qualquer, naquela reunião para definir o roteiro(??!) de um filme:

- Porque a gente não faz a cena diferente?

- Seria como?

- A gente começaria com uma gozada espetacular do ator na atriz e depois a gente faria um pouco de sexo anal, seguindo de sexo vaginal de quatro, passando por um papai e mamãe e terminando com um boquete espetacular!

- Viu o filme amnésia de novo?

- Vi ontem, sim...

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

A última conversa

- Vim te buscar...

- Veio?

- Mas é assim? Sem avisar?

- Às vezes a gente avisa as vezes não.

- Isso tem regra.

- Gostaria muito que tivesse, mas é assim de bate pronto.

- O bom que não tem rotina né?

- Tem não, ando morta por causa disso.

- Porque a gente não pode se despedir?

- Imagina a demora que seria? Tem gente que não consegue despedir do menino antes de deixar na escola... imagina pra isso.

- Tem razão. E as pessoas que ficam?

- Isso é uma grande falha desta departamentalização imposta deste processo, um não tem acesso ao outro. Volta e meia a gente reclama pro chefe e ele sempre responde levantando a sobrancelha tipo: “Sempre foi assim e não vou mudar”.

- Então o que eu faço.

- Nada.

- Acabou? Morri.

- Acabou. Morreu.