quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

O tempo

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa. 
Quando se vê, já são seis horas! 
Quando de vê, já é sexta-feira! 
Quando se vê, já é natal... 
Quando se vê, já terminou o ano... 
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida. 
Quando se vê passaram 50 anos! 
Agora é tarde demais para ser reprovado... 
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio. 
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas... 
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo... 
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo. 
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz. 
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.

Tirei daqui.

sábado, 6 de dezembro de 2014

Conversa de sofá (16)

- Você viu isso?
- Isso o que?
Essa é a conversa de sofá após o smartphone....

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

O silencio que ninguém ouviu

Antes eu falava, ficava incomodado com o silencio. É logico que eu falava muita besteira. Depois passei a falar qualquer coisa quando requisitado. Simplesmente para não deixar a pessoa sem a minha resposta. Ai vi que continuava falando besteira, menos que antes, mas eu falava. Mas com o tempo enxerguei que a credibilidade ia para o saco. Passei a falar sem cerimônia: “Não sei”, “Vou pesquisar”, “Depois eu te respondo”.


Esse ano em uns dos enterros mais triste da minha vida (quem compara enterro?), um pai enterrando a filha acidentada de apenas 9 anos. Vi ele me abraçando e falando qualquer coisa querendo uma palavra de consolo. Fiquei mudo, eu não tinha, não terei e acredito que na verdade ninguém terá. 

Talvez o silencio respondeu Não Sei para mim.

Talvez...

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

O criativo

Em uma produtora pornô qualquer, naquela reunião para definir o roteiro(??!) de um filme:

- Porque a gente não faz a cena diferente?

- Seria como?

- A gente começaria com uma gozada espetacular do ator na atriz e depois a gente faria um pouco de sexo anal, seguindo de sexo vaginal de quatro, passando por um papai e mamãe e terminando com um boquete espetacular!

- Viu o filme amnésia de novo?

- Vi ontem, sim...

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

A última conversa

- Vim te buscar...

- Veio?

- Mas é assim? Sem avisar?

- Às vezes a gente avisa as vezes não.

- Isso tem regra.

- Gostaria muito que tivesse, mas é assim de bate pronto.

- O bom que não tem rotina né?

- Tem não, ando morta por causa disso.

- Porque a gente não pode se despedir?

- Imagina a demora que seria? Tem gente que não consegue despedir do menino antes de deixar na escola... imagina pra isso.

- Tem razão. E as pessoas que ficam?

- Isso é uma grande falha desta departamentalização imposta deste processo, um não tem acesso ao outro. Volta e meia a gente reclama pro chefe e ele sempre responde levantando a sobrancelha tipo: “Sempre foi assim e não vou mudar”.

- Então o que eu faço.

- Nada.

- Acabou? Morri.

- Acabou. Morreu.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Conversa de hoje

tec tec tec tec

Sinal sonoro do celular.

tec tec tec tec tec

Sinal sonoro do celular.

tec tec tec tec tec tec tec tec tec tec tec tec tec

Sinal sonoro do celular seguido de um sorriso.

tec

O sorriso continua no rosto dela.


Termino aqui uma cronica sobre a conversa nos dias de hoje.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Na fila

Aconteceu na final da libertadores do ano passado, um cara que trabalhava com a gente prometeu comprar ingresso para a gente  já que ele tinha um velhinho que iria comprar para ele. Todo mundo ficou empolgado e logo ele tinha varias encomendas.

Estávamos em uma reunião e o celular dele toca e ele atende:

- O que foi senhor Teobaldo?

- Comprou o ingresso?

- Não?

- Porque?

- Na ambulância?

- Está indo para qual hospital?

O velhinho passou mal ao esperar para ele na fila.

Ps.: Foi uma queda de pressão devido ao calor e até o presente momento o velhinho esta bem.

Ps do Ps: Só foram perguntar da saúde do pobre velhinho depois de vários lamentos.