terça-feira, 16 de abril de 2013

Curtas

Curta 1
 
A mulher chega e fala:
 
- Ninguém me ama...
- Mas eu te amo! (Diz o apaixonado do lado)
- Ninguém bonito me ama... (ela fala entra um suspiro)
 
Curta 2
 
- Mãe por que me chamo Isoldo?
- Porque eu queria todos os meus filhos começando com i, teve o Isaias, a Isadora e você Isoldo.
- Por que então eu não me chamo Igor?
- Putz, por que não pensei nisso antes?

Curta 3

- O que tem uns 20 centimetros e da prazer para qualquer mulher?
- Barra de chocolate! Pensou bobeira?
- Não, foi se o tempo que a barra era desse tamanho...
 
.Fim.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Michel camisa 9 trombador

Michel era um centro avante daqueles que os cronistas falavam: camisa 9 trombador puro. Quando ele estava na área os outros jogadores já sabiam se tocasse a bola para ele, ele no mínimo ia causar um lance de gol.
 
Do Brasil ele foi para a Itália, não era um time de ponta na Itália, mas o que importa? Ele ia ganhar em Euro, ia disputar um campeonato que o mundo via na TV e porque não achar que era a porta de entrada para um grande time europeu.
 
Ele nao sabia falar italiano, durante os treinos ele simplesmente escutava algumas palavras dos companheiros "tocca la palla", "calci per l'obiettivo" e por ai vai.
 
Na verdade nos treinos ele vinha mal, muito mal. Ele falava para o interprete que repassava para o técnico e repórteres que era por causa do frio, da comida e estava muito difícil a adaptação e por conta disso ele não era quase nunca relacionado para ir aos jogos, via as derrotas do time de casa. Que para um atleta com vários sonhos era o fim.
 
Mas o imponderável do futebol entrou em campo e fez com que o reserva se contundisse fazendo com ele fosse relacionado para um jogo fora de casa. E lá ele foi todo feliz e como já acontecia nos treinos não entendeu nada da preleção e foi para o banco de reserva.
 
Aos 30 minutos quando o time empatava em um jogo duro por 2 a 2 o técnico o chama. E enquanto ele falava apontando a área adversária "tocca la palla" Michel só olhava para o gol.
 
Entra no jogo e no terceiro lance que participou saiu com a bola dominada e chutou forte. A bola foi no angulo sem chances para o goleiro: Golaço!!!!
 
Ele quis sair e abraçar todo mundo, correu para a lateral e ninguém correu com ele, foi para o banco e ninguém quis nem dar um joinha para ele. Passou um tempo e o juiz termina o jogo e já no vestiário alguns jogadores do mesmo time queriam bater nele. Ganhou algumas piabas sem intender nada.
 
Os repórteres que viram tudo isso ficaram curiosos para saber o que aconteceu e descobriram: O jogo estava vendido para ser empate. E depois desse gol descobriram todo um esquema milionário de arranjo de jogos do campeonato italiano.
 
O Michel? Voltou para o Brasil, jogou em alguns times medianos por mais uns anos e hoje faz casas para vender no interior de São Paulo. E volta e meia aparece na TV para comentar o que aconteceu com ele lá na Italia...
 
Ps.: Post baseado em um caso real
Ps 2: Desculpem meu italiano (Viu Gisa?... hehehe)

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Alivio, esse sentimento...

Muito se fala de amor, ódio inveja e outros sentimentos. Mas pouco se fala do alivio. Quando eu era pequeno adorava uma série que passava na Globo - O jovem Indiana Jones. Era um tipo de Forrest Gump, porque colocava o Indiana Jones em momentos da história da humanidade.

Um desses momentos foi a 1ª guerra mundial, ele estava na trincheira e jogam um gás venenoso. Todos os soldados pegam as suas respectivas máscaras, mas o colega do jovem Indiana Jones estava com a dele quebrada. E desesperado pede para o Indiana a máscara dele e morre pedindo.

Nunca esqueci essa cena, porque o Indiana Jones estava com um alivio estapado no rosto (e a gente) por ter a mascara dele funcionando. Que vai dando lugar a pena por ver o amigo pedindo a máscara dele e o luto por ter visto ele morrer.

Eu acho que isso é um sentimento incontrolável  Seria como uma irmã bem casada consolando a irmã recém viúva. Não acredito e acho muito difícil que não exista o sentimento inicial de alivio por não ser ela a viúva  Claro que rapidamente esse alivio dá lugar a pena, luto, vergonha por ter sentido alivio e por ai vai.

Me peguei pensando nesse sentimento ao escutar na Band News que as pessoas que estavam na Van onde os turistas estrangeiros foram espancados e a mulher estuprada por horas. As pessoas (5 adolescentes sendo um rapaz e 4 moças) que foram somente roubadas não procuraram ligar para a policia, ajuda... Nada! 

Elas viram a Van indo embora com um casal de estrangeiros que se bobear não tinham a mínima ideia do que estava acontecendo e não fizeram nada.

Só devem ter sentido um alivio e o pior seguido de mais nada, por não terem sido os escolhido para continuarem a viagem.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Ah Mais apelidos...

Já falei do Fimose aqui no blog... mas nunca falei do Feijão. Um menino que foi apelidado depois desse episódio antes de entrar na escola.

- Cara você tem um feijão grudado no dente;
- Putz, foi mal. (limpando com a língua)
- Pera ai? São 06:50 da manhã e você ta com feijão no dente?

Ele todo sem graça, sabendo que sua falta de higiene bucal ia ser revelada fala em total desespero:

- É que eu comi feijão no café da manhã!

Apelidado: Feijão.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Apelidos que já tive

O primeiro apelido que me lembro é Banheirinho, porque adorava pedir para ir ao banheiro na hora da aula. Depois foi Tição, nunca gostei desse apelido, pois eu era o mais preto (Ou seria o único? Ou seria o único que não revidava?) da 5ª serie. Fiquei com esse até a 8ª serie. Que deu lugar para o "Filho da Professora de Matemática" (estudei na mesma escola que minha mãe dava aula).

No segundo grau meu apelido era Kalango (foi até nick do ICQ), porque eu era (e sou) meio corcunda. Ai veio a faculdade e cismaram que eu pareço com o Dadá Maravilha. Esse apelido de Dadá durou toda minha faculdade e eu ingenuamente achava que ia ficar sem ele depois de formado. Mas como o mercado profissional é um pinico tem gente que solta ele ainda, apesar de não lembrar de terem falado em reuniões. E tem os colegas da época também, claro! Que não me deixam esquecer.

Até surgiu um que quase nunca escuto: Marinheiro. Porque li uma vez que estavam precisando de tripulação e pensei em fazer o curso para velejar em alguma férias passada achando que poderia no futuro viajar de graça. Não fiz, mas contei a vontade e apelidado fui.

Hoje em dia não tenho mais apelidos, será que eu estou ficando velho? Hehehe

terça-feira, 9 de abril de 2013

Elementar meu caro


Uma vez o meu irmão economista (que deveria ter um blog) me disse que tudo pode se resumir a economia. E pensando sobre isso acho que no fundo no fundo tudo é: Oferta - Demanda.

E se a demanda não existe, vamos cria-lá. Vamos fazer você sentir  desejo de ter, vamos te iludir até você achar que sua vida é melhor com isso! Vamos criar uma moda! Vamos criar um meme na internet! Tudo isso para você sem saber entrar nessa onda.
            
A demanda de carros sedãs esta baixa, vamos então baixar a faixa etária dos compradores, somente reduzindo a idade das pessoas que aparecem dirigindo o grande sedã.

Você não compra maquiagem? Vamos então te ensinar a se maquiar seja por tutoriais amadores que não são nada amadores ou por curso na loja do shopping!

Então é isso, para se sentir incluído tem que ter as coisas que todos tem que alguém arquitetou para que todos tenham. Sempre foi assim e sempre será.
              
Post escrito do Iphone com 3 de 24 prestações quitadas.
huahuahua       
              
ps.: Eu consegui um post inteiro sem falar do tomate! \o/

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Motorista


André foi preso pela primeira vez e caiu em um presídio, ele não gostou da mudança já que tinha acostumado com a cadeia que ele ficou aguardando julgamento dele por carregar cocaína e ele ainda acha que só foi pego porque parou para contratar uma prostituta e deu o grande azar do cafetão dela ser da policia rodoviária e quando soube que a puta cheirou com o cliente a noite toda e o cliente dizendo que tinha que chegar rápido porque tava com medo da policia pegar ele. Foi logo correndo atrás para exigir dele uma parte. André nunca foi um grande negociador, acabou preso. Pensando bem ele sempre foi um péssimo negociador, não cede nunca e sempre se achou bem melhor que ele é.

No presídio ele não viu diferença, era sempre a mesma coisa, gente feia e tatuada, mas o que ele gostava menos era o cheiro. Tanto na cadeia quanto no presídio tudo tinha um cheiro de azedo. Ele sentia esse cheiro até no pátio, ele não sabia de onde vinha somente que azedo era.

No presídio não tinha colher para comer a comida de cheiro de azedo, não tinha chuveiro quente, as camas que tinha na cela dele não eram para ele. Como ele foi o ultimo a chegar ele ficava no canto perto da privada que ainda tava quebrada da última rebelião.

Ele não tinha mais nome, lá ele foi apelidado de motorista e toda a vez que ele escutava isso ele lembrava o motivo dele estar lá e sempre pensava: Puta de merda!

Nunca teve arrependimento do que fez. Para ele era somente uma carga para alegrar as festas dos playboys.

E também nunca recebia visitas de familiares, a namorada que ele tinha acabou com ele ao saber da puta para ela, ser namorada de traficante era melhor que ser a namorada corna do traficante. As visitas eram somente de uns pastores que queriam converter ele.

Para passar o tempo ele não fazia nada, só remoia o odeio por tudo e todos. Lá ele viu que trabalhar era uma dádiva e esta dádiva não era para ele que estava cada vez mais parecido com um cachorro raivoso no canto da cela.

Um dia para ter o que fazer ele arrumou uma briga que era com o cara certo. Certo que ele ia arrumar um inimigo para o resto da vida. Ele apanhou, apanhou do cara que ele mexeu, apanhou dos amigos do cara que ele mexeu, apanhou dos policiais que recebiam do cara que ele mexeu.

Na verdade ele queria morrer, não via aquilo como vida. E de tanto querer ele morreu oriundo de uma pneumonia que ninguém fez questão de tratar e a última coisa que fez foi pensar que o motivo de estar lá era daquela puta de merda.

E em seu enterro estava a sua puta de merda que nutria uma paixão por ele desde sua prisão e tentava mandar carta para ele, mas ele não recebia porque tinha um senhor perto de aposentar que ficava jogando paciência ao invés de separar as correspondências do pavilhão seis.

Vida de merda...