Quando eu namorava a Julia e viajava para Petrópolis de 15
em 15 dias, volta e meia aparecia um elemento estranho. Já viajei do lado de criança
birrenta, de cachorro calado e de até um advogado. Digo isso porque aquele advogado era muito doido. Fazia questão de falar como
ele era bom. Ele era criminalista e falava dos casos que ganhou que mais se
orgulhava sempre com uma gama de detalhes que parecia que eu estava no Aqui a
Agora. O nível das historias eram:
- Cara, você lembra o caso da pedra do barro preto lá na
cidade de ribeirão das neves?
- Não.
- Como não, uma menina que foi estuprada e morta.
- Não.
- Mas enfim, eu consegui livrar um menino acusado...
E eu lá sem saber cortar esses assuntos de porta de cadeia.
.Medo.


